Em um dia não muito diferente dos demais, quando acordou, logo vislumbrou um pacote brilhante no lado de sua cama. Ao abrir, ela não acreditava. Era Teddy. Um Teddy só pra ela, do jeito que ela sempre quis. Agradeceu inúmeras vezes aos pais e foi aproveitar o presente.
O tempo passou e ela não enjoara nem sequer um pouquinho de Teddy. Ele era com uma caixinha de surpresas e sempre tinha algo novo que a encantava cada vez mais. Os outros ursos foram postos de lados como se nunca tivessem existido antes. Alias, ela nem sequer lembrava como era antes dele aparecer. Tudo era tão perfeito. Mas Alice, esquecera que nada é perfeito. E se Teddy não a enjoava, certamente teria algo que estragaria.
O problema era que ela era uma garota egoísta e mesquinha. Seu defeito era sempre querer ser única. Quando viu que havia outras crianças que tinham Teddy, Alice repensou se realmente o queria tanto assim. Ao ver dela, se fosse perfeito, seria só pra ela, se não, o que a faria se sentir especial e diferente das demais crianças? Apesar do afeto que já sentia por ele, decidiu que não o queria mais. E mandou sua mãe dá-lo para alguém que ficasse longe e logo. Não queria experimentar a sensação do arrependimento se refletisse melhor sobre suas ações. E assim foi feito.
Já passara tempos e ela ainda lembra. Lembra não porque foi difícil dizer adeus, e sim pelos "e se"s que vivem perambulando pela cabeça.
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